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AUTOCUIDADO: VESTUÁRIO PARA O LESADO MEDULAR

Patrícia Padilha Pinto/ Barbara Cristina Mello

5º semestre de Terapia Ocupacional da São Camilo

Profº responsável Simone Lima

1.   Introdução

“Até a década de 50, a situação do lesado medular era a de um doente condenado à total imobilidade hospitalar ou grabatário num quarto da residência da família. Ali, padecia de ulcerações, infecção urinária, pneumonia, contratura espasmódica e outras complicações que precocemente o levavam à morte. 4

Após a II Guerra Mundial, a visão do cuidado ao lesado medular começou a permitir novas estratégias e utilizando-se de diferentes tecnologias e óticas proporcionando melhoras quanto à qualidade de vida e possibilidades enquanto ser.

A lesão da medula espinhal provoca uma paralisia transitória ou permanente dos músculos dos membros e do sistema nervoso autônomo, manifestando-se de acordo com o nível da lesão. Os sintomas de natureza transitória são causados por compressão da medula, sem seccionamento ou pinçamento. A paralisia permanente é causada por fraturas e luxações que perfuram ou seccionam a medula espinhal.

As lesões medulares são causadas por feridas de armas de fogo, feridas cortantes, quedas, acidentes automobilísticos e acidentes esportivos. O mais comum dos acidentes é o automobilístico causando uma flexão e hiperextensão forçadas do tronco produzindo fraturas e luxações das vértebras. Os sintomas iniciais são: choque medular, perda da sensibilidade, paralisia dos membros afetados, incontinência fecal e urinária, atividade reflexa diminuída abaixo do nível da lesão seguida por um aumento da atividade reflexa. Em muitos casos, a lesão secundária é resultado da manipulação incorreta do indivíduo que sofreu lesão no local do acidente e durante o transporte até o local de atendimento especializado (hospital)6.

Dentro do processo de reabilitação do lesado medular, faz parte do programa de reabilitação motora funcional o treino de autocuidados, sendo caracterizado pela alimentação, vestuário, higiene, órteses, adaptações, cuidados com a pele e esfíncter. Este treinamento é realizado dentro de uma equipe multiprofissional e é coordenado e realizado pela terapia ocupacional 2

2.   Objetivos

Dentro deste trabalho estaremos apresentado dentro de um processo de reabilitação do lesado medular os aspéctos do autocuidado, direcionados ao vestuário, suas importâncias e características complementares. 

3.   Resumo

A lesão medular é um fator concomitante ao indivíduo dentro de um processo dirigido de reabilitação, sendo que algumas questões desta abordagem terapêutica, que são coordenados e realizados pela terapia ocupacional, devem-se ao autocuidado e treinamento do vestuário. Para que isto ocorra da melhor forma, é preciso uma abordagem visando a independência deste indivíduo e sua participação ativa para que seja alcançado dentro de suas possibilidades e capacidades.

O autocuidado tem por finalidade proporcionar ao indivíduo uma vida menos dependente e estimulá-lo a alcançar um nível máximo de independência tanto nas atividades relacionadas ao cuidado consigo como também de sua vida doméstica.

Dentro deste item relacionado  ao cuidado consigo, estaremos visando a importância do vestuário, que é necessária a aplicação de técnicas específicas para o seu desempenho levando-se em conta para isso as capacidades e limitações individual do lesado medular 3.

4.   Materiais e métodos

Para este trabalho, foram utilizados métodos de pesquisa de acordo com normas e procedimentos descritos em literatura específica da Medicina de Reabilitação e Terapia Ocupacional. Pesquisas realizadas na Internet serão complementares à estruturação e concretização deste.

Os materiais lidos e refletidos referem-se ao tema proposto, ou seja, estão diretamente ligados à reabilitação do lesado medular – paraplegia, autocuidado e aspectos que delimitam nossa prática na terapia ocupacional. 

5.   Discussão

Neste item, estaremos discutindo a respeito de abordagens terapêuticas em indivíduos com lesão medular, e o enfoque dado ao autocuidado na especificidade do vestuário. 

6.   Conclusão

Na conclusão deste trabalho, estaremos mostrando a teoria encontrada aplicada à pratica no processo de reabilitação e aspectos ligados ao vestuário como fator incisivo na independência deste sujeito. 

7.   Bibliografia

1.    BROMLEY, I. Paraplegia e Tetraplegia: um guia teórico prático

para fisioterapeutas, cuidadores e familiares. Rio de

Janeiro: Revinter, 1997. 4ª ed.

2.    GREVE, J.M.D´Andréa, AMATUZZI, M.M. Medicina de reabilitação

aplicada à Ortopedia e Traumatologia. São Paulo: Roca, 1999. Cap.13.

3.    FINGER, J.A.O. Terapia Ocupacional. São Paulo: Sarvier, 1986.

4.    LEITÃO, A., LEITÃO, V.A. Clínica de Reabilitação. São Paulo:

   Atheneu, 1995. p.207.

5.    MACDONALD, E.M. Terapia Ocupacional em reabilitação. São

     Paulo: Santos, 1990. 4ª ed. Cap.9.

6.    SPENCER, E.A. in HOPKINS, H.L., SMITH, H.D. Terapia

    Ocupacional. Madrid, Espanha: Editorial Medica  

    Panamericana, 1998. 8ª ed. Seção 1-2.

7.    TROMBLY, C.A. in TROMBLY, C.A. Terapia Ocupacional para a

            disfunção física. São Paulo: Santos, 1989. 2ª ed. Cap.26.